Inteligência Imunológica Vegetal e a Aromaterapia

por Arnaldo V. Carvalho
Muito antes dos dinossauros, o reino vegetal se desenvolveu. Desde lá, aprendeu a defender-se e perpetuar-se. Os perigos vinham não somente das condições climáticas e do solo, mas também de um inimigo comum ao homem: os microorganismos. Bactérias, fungos e vírus ainda atacam e destroem todas as complexas formas de vida. Porém, um grupo especial de plantas descobriu uma estratégia contra a qual as bactérias sempre perdem. Elas passaram a fazer circular em todos os seus tecidos, da raiz ao caule, certas substâncias praticamente infalíveis, e assim, tornaram-se as plantas dentre as mais longevas e resistentes do planeta. Estamos falando de secretoras de óleo essencial, conhecidas ainda como plantas aromáticas. O óleo essencial armazena esse conjunto de substâncias, e cuidam tanto da sexualidade como da imunidade da planta. O aroma que o óleo essencial possui, uma vez liberado no ar, segue “limpando”, matando os germes em suspensão. Essa é a estratégia anti-fúngica dos eucaliptos por exemplo, ou antibiótica das árvores cítricas.

O ser humano, com sua afinidade com o reino vegetal, tem em seu organismo células bastante compatíveis com o óleo essencial. Os antigos alquimistas, como Paracelso, postulam que toda a planta possui uma “assinatura”: um sinal morfológico aparentado a um dos sistemas do corpo, que nos serve de referência para sabermos quais possíveis efeitos se deve esperar de tal vegetal em contato com o homem. Assim, nozes seriam boas para o cérebro, mil-folhas seria boa para a circulação, etc. Mas será que o homem teria também em sua anatomia algum tipo de “assinatura” morfológica, alguma região que pudesse se aparentar com o reino vegetal? Ora, mas não é que temos! Nossos pulmões são autênticas árvorezinhas de cabeça para baixo!

E essas árvorezinhas são a fonte ideal de captação daquilo que as grandes árvores do reino vegetal nos oferece, ao exalarem seus cheiros, ao liberar para o ar suas fragrâncias, que são em si um convite à purificação, e a permanência deste espécime como protetor da vida – e da vida plena.

O estudo de tais fragrâncias, e das substâncias que as constituem agrupadas nas plantas sob a forma de óleo essencial é o que chamamos de aromaterapia. Tais estudos possuem aplicações na psique, no metabolismo, e mesmo na estética, ao promover desinfecção, regeneração acelerada dos tecidos humano, entre outros.

Quando usamos os óleos essenciais, estamos utilizando a inteligência imunológica de um ser muito mais antigo que nós. Estamos utilizando uma estratégia de defesa bem sucedida contra a maioria das bactérias causadoras de doenças. Uma estratégia que levou milhares e milhares de anos para se desenvolver, e que nenhuma máquina do homem até hoje chegou perto de conseguir reproduzir.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s