Piolhos – o que fazer com esses bichinhos?

por Suzy Belai

Para quem tem criança em idade escolar ou trabalha em escolas, sabe bem como a pediculose assusta.

Uma infestação de piolhos que pode ter como consequência, além do stress e do baixo rendimento escolar, o aparecimento de gânglios, anemia e infecções bacterianas como o impetigo, por exemplo.

Vale lembrar que piolho não escolhe raça, classe social, maior ou menor higiene. Todos, inclusive adultos, podem “pegar” piolho.

Ele não tem asas e não voa, mas escala o corpo. O contágio acontece também com a partilha de bonés, presilhas de cabelo, travesseiros, almofadas, entre outros. Para evitar o contágio, ferva o que for possível de objetos pessoais: roupas, fronhas, pentes…

Uma outra informação: secar bem o cabelo. Evite deixa-lo úmido.

O Dr. Júlio Barbosa, do Programa de Prevenção contra a Pediculose da Fundação Oswaldo Cruz, diz que uma das maneiras mais eficazes de extermínio dos piolhos começa com o uso do pente fino desde os primeiros sintomas e uma loção feita a base de vinagre e água para retirar as lêndeas – passada com um algodão, em mexas, da raiz do cabelo até as pontas. (Essa mistura também acaba com a caspa se tiver)

Na fitoterapia, temos alguns aliados importantes, conforme Mari Gemma de La Cruz, que podem ser adicionados a um shampoo neutro: chás de Arruda, Melão de São Caetano e Boldo.

Luciana U. Santos e Carlos Fernando S. Andrade, do Depto de Zoologia, IB – UNICAMP, estudaram o nim ou neen (Azadirachta indica A. Juss) para o controle da pediculose. São sugeridos todos os tipos de formulações com nim: creme, loção, sabonete, “spray”, extrato, óleo e cápsula das folhas. Formulações em creme e shampoo podem ainda ter o extrato de nim incorporado à eles.

Na aromaterapia, os óleos essenciais que se destacaram em estudos dos pesquisadores da República da Coréia, do Instituto de Pesquisas Naturobiotech e pesquisadores do Departamento de Ciências Animal e Veterinária da Universidade de Massachusetts, em Amherst, Estados Unidos, em 2009, foram os monoterpenos ricos em linalol e terpinen-4-ol – em especial o que mais se destacou foi o de Manjerona (Origanum majorana).

Nossa experiência conta ainda com os óleos de palmiste, junto com óleos essenciais de tea tree, eucalipto, alecrim do cerrado e cravo da índia – botões, com ótimos resultados.

Lembre-se de procurar ajuda de um especialista para acompanhar o tratamento, mesmo sendo natural.

Abaixo, alguns links interessantes e referências:

Preparação de Remédios Caseiros – Apostila – Mari Gemma de La Cruz
http://www.piolho.fiocruz.br/inde3.html
http://www.piolho.org.br/artigos/Bibliografia%20Comentada_2_2009.pdf
http://www.piolho.org.br/artigos/arvoredonim.pdf
http://www.neen.co.uk

Imagem:
http://educacaodeinfancia.com/piolhos-imagens/

Se precisar de mais informações para contribuir com seu médico, terapeuta ou quiser adquirir óleos essenciais e loções já preparadas para pediculose, entre em contato conosco.

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2 pensamentos sobre “Piolhos – o que fazer com esses bichinhos?

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