Pesquisa avalia potencial de planta como alternativa para recomposição do (bioma brasileiro) Cerrado

por Danielle Jordan * – AMBIENTEBRASIL (*1)

Uma pesquisa, realizada pelo engenheiro agrônomo Manoel Ferreira de Souza, sugere o plantio de Dimorphandra mollis Benth, conhecida popularmente por fava-d’anta, para a regeneração de áreas degradadas de Cerrado.

O estudo deu origem a dissertação defendida no mês passado, no programa de mestrado em Ciências Agrárias do Instituto de Ciências Agrárias, ICA, da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG.

As pesquisas foram realizadas em uma região de cerrado em regeneração, na comunidade de Olhos d´Água, no município de Montes Claros, MG, onde a população local extrai o fruto da planta, como alternativa de renda.

No estudo, foi avaliada a sobrevivência e o crescimento da planta em semeadura direta e não em casas de vegetação, como acontece normalmente. Foi utilizado esterco bovino e fosfato natural como adubo.

“Apesar de ser uma planta do cerrado, acostumada a solos pobres, a fava-d´anta mostrou bom desenvolvimento com a adubação”, explicou o pesquisador. De acordo com ele, o objetivo é devolver esses resultados à comunidade e mostrar que a fava d´anta semeada diretamente no campo com adubação é boa alternativa para a recuperação de áreas degradadas de cerrado. “A domesticação da espécie seria uma alternativa para a sua utilização sustentável”, completou.

*Com informações da UFMG.

Alternativas de usos da Fava D’Anta

por Pierre Vilela (*2)

O interesse comercial na fava d’anta se concentra nos compostos medicinais presentes em seus frutos.

A rutina é extraída da fava d’ anta, que possui alto teor da substância. O rendimento médio é de 8 g de rutina para 100 g de pericarpo. A rutina é uma substância química que atua no processo de envelhecimento, melhora a circulação sanguínea e alivia as dores de varizes e hemorróidas por meio de mecanismos ainda desconhecidos. Possui propriedades vasoprotetoras, atuando sobre a resistência e permeabilidade capilar semelhantemente à vitamina P. Outra propriedade atribuída a esta substância é sua ação antiinflamatória. A rutina pode também ser usada como agente terapêutico no tratamento de doenças que envolvem radicais livres.

As vagens são processadas totalmente, por trituração, para a extração de princípios ativos, principalmente a rutina, que é utilizada como medicamento pelas indústrias farmacêuticas. No mercado encontra-se sob a forma de medicamentos, vitaminas e complementos alimentares.

Os subprodutos obtidos após a extração da rutina têm sido utilizados como alimento, principalmente para animais silvestres, pois não há formulação disponível para animais domesticados.

Além da rutina, a madeira da fava d’anta é empregada para tabuado, confecção de caixas, compensados, forros, painéis, brinquedos, lenha e carvão. É uma planta ornamental, considerada excelente para paisagismo e recuperação de áreas degradadas, de solos pobres. A casca é rica em tanino, bastante utilizado no curtimento de couro.

Projeto Fava d’Anta

Para quem se interessou, Jairo de Abreu expôs o Projeto Fava d’Anta, no site do RETRANS – Rede Transcultural Holística. (*3)

Se você conhece mais projetos nesta área, compartilhe conosco.

Fontes:

(*1) http://www.sebrae.com.br/setor/fruticultura/o-setor/frutas-de-a-a-f/fava-danta

(*2)http://noticias.ambientebrasil.com.br/exclusivas/2010/09/15/60403-exclusivo-pesquisa-avalia-potencial-de-planta-como-alternativa-para-recomposicao-do-cerrado.html

(*3) http://transnet.ning.com/profiles/blogs/projeto-fava-danta

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